A energia é uma quantidade invariante no universo, ou seja, ela não pode ser criada, nem destruída, apenas muda de forma. Podemos dizer que o universo possui uma certa quantidade de energia distribuída. Vamos supor teoricamente e de maneira simplista que possamos dividir o espaço do universo em pequenas caixas de igual tamanho (figura 1 abaixo)

Figura 1
Dentro de cada caixa vamos supor que exista uma certa quantidade definida de energia E. Vamos limitar nossa análise a apenas uma dimensão, considerando uma reta infinita (figura 2 abaixo)

Figura 2
Essa reta é dividida em segmentos iguais Si (onde i pode ser um número inteiro), e dentro de cada segmento, temos uma quantidade de energia Ei (o índice i indica de que segmento de reta esse pacote de energia pertence).
O princípio de conservação de energia nos diz que; caso um segmento de reta Si perca uma certa quantidade de energia, isso
necessariamente significa que essa energia deve ter migrado para algum outro (ou alguns outros) segmentos de reta, pois a energia não pode simplesmente ser destruída. O mesmo princípio de conservação de energia nos diz que; caso um segmento de reta Si ganhe uma certa quantidade de energia,
necessariamente significa que essa energia veio de algum outro (ou alguns outros) segmentos de reta no nosso espaço unidimensional, pois a energia não pode ser criada do nada (Figura 3).

Figura 3
Analisando as possíveis transferências de energia em nosso espaço unidimensional de reta infinita, podemos dizer que; caso o pacote de energia viaje de segmento único em segmento único, sem se dispersar, ele mantêm uma coesão semelhante a uma partícula ou corpo. Caso a energia saia de um segmento e se divida para vários segmentos, teremos uma dispersão ou espalhamento de energia. Podemos ter ainda o caso em que diversos pacotes de energia migram de vários segmentos para um só, sendo um sorvedouro ou concentrador de energia. Em todos esses casos, se estabelece uma relação de causa (segmento do espaço de onde partiu o pacote de energia) e efeito (com o segmento de espaço que recebe o pacote) espacial.
Vamos imaginar ainda, que um pacote de energia pode viajar de qualquer segmento de espaço original para qualquer outro segmento de espaço de destino. Assim, nosso pacote de energia poderia sair, por exemplo, do segmento S1 e ir direto para o segmento S1000, sem necessariamente passar pelos segmentos intermediários. Caso isso acontecesse, nosso espaço unidimensional, representado pela reta infinita, estaria com todos os seus pontos (preste atenção, eu disse
TODOS os seus infinitos pontos) instantaneamente conectados, não importando o quão longe estariam uns dos outros. Ou seja, se tivermos transmissão de energia (e por conseguinte informação) instantânea entre todos os pontos do espaço (ou seja transmissão de energia e informação à velocidades infinitas), teríamos na prática que nosso espaço feito de infinitos segmentos de reta se comportaria
como se fosse apenas um único segmento ou ponto!
Quem sabe não foi isso que aconteceu com nosso próprio universo? Sabe-se hoje, desde Einstein e sua
relatividade especial, que a velocidade máxima de transmissão de energia e informação no universo é a velocidade da luz, que é aproximadamente 300000 Km/s ( trezentos mil quilômetros por segundo). Mas, se nem sempre foi assim? E se a velocidade da luz pudesse não ser fixa, mas ela fosse muito mais rápida no início do universo, no momento do big bang? Se ela fosse infinita? Teríamos um universo infinito se comportando como se fosse um só ponto! A partir do momento que a luz fosse sendo “freada” para a “velocidadezinha” que ela tem hoje, poderíamos ter o padrão do big-bang ? É uma possibilidade interessante!
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