terça-feira, 16 de setembro de 2008

Quais são os TIJOLOS FUNDAMENTAIS da matéria?

CONJUNTO ATÔMICO UNIVERSAL

Imaginemos um sistema universal, que é divisível em subsistemas. O(s) menor(es) subsistema(s) no qual ele pode ser subdividido, será(ão) um(uns) sistema(s) fundamental(is) unitário(s). Caso esse sistema unitário seja único, o conjunto atômico (átomo vem do grego, que quer dizer indivisível, isso até o homem descobrir que os átomos dos elementos químicos eram divisíveis...) desse universo será formado apenas por esse único elemento. Caso contrário, teremos um conjunto atômico maior, podendo ser até infinito.

Se o conjunto atômico for infinito, necessariamente nosso universo será também infinito. Caso ele seja finito, nosso universo poderá ou não ser infinito.

No caso do universo ser infinito, mas seu conjunto atômico (os elementos que formam a matéria e energia, o espaço e o tempo, forem na verdade apenas um só, ou um número limitado) for finito, então necessariamente deverão haver infinitas cópias desse conjunto atômico.

Poderia haver um universo sem nenhum conjunto atômico? Sem haver nenhum tijolo básico que o forma?


Teoricamente sim. Tal universo seria uma de duas opções. 1- Ou seria um sistema universal unitário (já comentado em sistema), e seria um sistema estático e sem mudança (sem tempo). Talvez nosso universo já tenha sido assim no início, no Big Bang. 2- Ou seria um sistema eternamente divisível, sem nenhum elemento básico, pois todo sistema seria passível de divisão. Sabemos que nosso universo não está na primeira opção, pois estamos aqui neste momento. A priori, essa seria uma opção não possível para a existência de vida, pois a vida é essencialmente dinâmica. Nos restam, então, basicamente três modelos de universo; 1-sem conjunto atômico (eternamente divisível), 2-um universo com conjunto atômico limitado (finito), ou 3-com conjunto atômico ilimitado. À primeira vista, qualquer um desses modelos seria capaz de gerar sistemas compostos e complexos, do tipo que um sistema vivo é.


Opções possíveis de Universo quanto à conjunto atômico
Sem conjunto atômico (universal unitário ) Sem conjunto atômico (eternamente divisível) Conjunto atômico limitado (finito) Conjunto atômico ilimitado (infinito)



Opções possíveis de Universo quanto à existência de vida
Sem conjunto atômico (eternamente divisível) Conjunto atômico limitado (finito) Conjunto atômico ilimitado


Caso nosso universo seja realmente eternamente divisível, sempre se pode escolher arbitrariamente um limite de divisão qualquer, e tomar os sistemas obtidos até aí como o conjunto atômico do universo. Aí recairemos ou no caso do conjunto atômico limitado (finito), ou ilimitado (infinito). Essa escolha de divisão recairia nas nossas limitações tecnológicas, bem como teóricas. Para os gregos, os “átomos” eram os elementos químicos. Depois veio o elétron, o quark, o neutrino, etc. E se conseguissemos quebrar o quark? Podemos também perguntar: Nesse caso haveria uma escala de medida na qual seria preferível para a existência de vida? Ou ainda, para a existência de vida inteligente? (Lembro neste momento do filme MIB, no qual os homens de preto protegem uma jóia, na qual está incrustada toda uma galáxia de uma certa civilização alienígena) Tentarei analisar essa questão mais adiante, quando examinaremos como os sistemas interagem entre si.


Opções práticas de Universo quanto à existência de vida
Conjunto atômico limitado (finito) Conjunto atômico ilimitado (infinito)


O fato de um conjunto atômico ser ilimitado (infinito) significa que todos os seus sistemas unitários componentes possuírem propriedades únicas, ou que não podem ser decompostas, ou serem múltiplas, de nenhuma propriedade mais fundamental. Voltarei mais tarde a analisar o que isso pode significar. Devemos analisar também como os diversos sistemas atômicos interagem entre si para criar sistemas compostos, que é um tópico de altíssima importância para a criação da vida: a conectividade entre sistemas!

Um comentário:

  1. Já teorizaram que o átomo se compõe de prótons q se compõe de quarks q se compõe de... aí alguém cansou do "q se compõe de" e resolveu inventar a teoria das cordas que é a matéria mínima de irredução máxima. Então descobriram a matéria escura, aquela q se tu viajar 1 zilhão de anos-luz, tu chega a um lugar onde até a coligação de eletrons neutros e protons é desfeita. O universo começou como um ponto (o pré-bigbang) e se expandiu. Se conciliar a teoria das cordas, com a matéria escura e o big bang, podemos deduzir q o fim é o início. Algo como aquela cena final de MIB-Homens de Preto (assista o filme). Mas vale lembrar q a teoria das cordas foi desbancada, a matéria escura ninguem se arrisca estudar e o bigbang é só mais uma coisa q a sociedade capitalista enfia na cabeça dos estudantes pra não pensarem "besteira".

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